Tudo Sobre Como Dar Mesada Para os Filhos da Forma Correta

Primeiramente, sempre surge a dúvida de pais se a chamada mesada educativa é realmente benéfica. Assim, se seguirmos as considerações da maioria de especialistas da área de educação em geral, a resposta é Sim!

No entanto, é não é fácil determinar um valor da mesada ou as regras da mesada. E, realmente, isso não deve ser algo sem planejamento algum.

Além disso, algumas questões relacionadas à “como dar mesa para seus filhos” devem ser esclarecidas, não é mesmo?

A mesada é, a princípio, um instrumento de educação financeira. Dessa forma, tem como alguns objetivos, como, por exemplo:

  • Criar senso de responsabilidade nos filhos;
  • Incentivar o hábito do consumo responsável e consciente;
  • Poupar, sempre que possível.

Mesada não é presente e nem punição!

Assim, é muito importante ter em mente também que, antes de definir e planejar as regras da mesada, que esse instrumento é educativo os filhos. Não é, portanto, caridade ou presente.

Além disso, não pode se tornar um meio de punir ou até chantagear os filhos. Mesmo que existam regras a serem seguidas pelos pais e pelos filhos, , certo?

Mesada educativa: tem idade para oferecer?

De acordo com profissionais da área de educação financeira, não existe uma idade mínima para os filhos começarem a receber a mesada educativa. Por outro lado, antes dos 4 anos de idade, por exemplo, o filho ainda não entende muito sobre valores financeiros. E é melhor que seja assim até esta idade.

Um dos motivos é que todos nós, até os 4 anos de idade (em média) ainda estamos em processo de aprendizagem. Dessa forma, os filhos quase nem sabem ainda fazer contas de adição, por exemplo.

Consequentemente, começar a dar mesada aos filhos depois dessa fase é o mais recomendável. Estaremos, portanto, valorizando mais os demais aprendizados da criança.

Além disso, podemos aguardar até que nosso filhos completem os 6 anos de vida. Por que? O motivo é que, em geral, dos 4 aos 6 anos de idade a criança começa a entender os valores financeiros das coisas.

Também, nessa fase, está sendo alfabetizada. Ainda, começa a fazer contas de adição e subtração.

Aguardar essa fase mencionada antes de introduzir a mesada educativa é o melhor a se fazer.

Mesada educativa: 7 anos de idade

É a idade mais recomendada para começar a introduzir a mesa para o seu filho. Em geral, dos 7 anos de diante, a criança já tem condições de entender o que possível adquirir com valores monetários.

A criança também tem mais senso da importância de seguir regras. Assim, como a mesada educativa é um instrumento de formação, se recomenda oferecer esse recurso aos filhos, a partir dos 7 anos, ok?

Até quando dar a mesada?

Também não há idade máxima para trabalhar com os seus filhos. A mesada educativa vai depender da autonomia financeira deles.

Assim sendo, depende do momento em que os filhos se tornam independentes de dos pais financeiramente.

Tem valor máximo ou mínimo para a mesada?

Também não há valores pré-estabelecidos para a mesada educativa. Os valores dependem muito de quais objetivos os pais querem trabalhar por meio desse instrumento de educação financeira.

Além disso, é claro, das condições financeiras da dos pais e das necessidades dos filhos. Por fim, os valores podem sempre variar. No entanto, devem ser sempre combinados com os filhos, junto com as regras, certo?

Relembrando, a mesada não deve ser um presente. Por outro lado, também não pode se um meio de punição. Ao fazer isso, podemos passar valores errados aos filhos de que o dinheiro está condicionado a atitudes certas ou indesejadas.

Ainda mais: a mesada educativa não pode ser um objeto de poder dos pais sobre os seus filhos. Dessa forma, igualmente, corremos o risco de que a criança ou o adolescente entenda que o dinheiro vale mais do que tudo.

Além disso, conceitos não saudáveis, como por exemplo, quem controla o dinheiro pode oprimir quem recebe. E não são essas reproduções que você quer passar aos seus filhos, não é mesmo?

No entanto, tudo o que está neste tópico não significa que os filhos não sigam regras pré-estabelecidas com os pais em relação à mesada. Também, não significa que o senso de responsabilidade dos filhos não deve ser exercitado. Não confunda!

Como definir as regras da mesada

Não é fácil, realmente, definir regras da mesada educativa. Isso porque o valor sempre dependerá da situação financeira da família, da idade do filho e outros fatores, de acordo com o mencionado até aqui.

Mas, algumas regras gerais da mesada educativa podem ser elencadas. Nesse caso, acompanhe os itens de sugestões

  1. Primeiramente, é fundamental e até óbvio definir um valor de quanto você pode disponibilizar para o filho.
  2. Outra dica importante para trabalhar com a mesada educativa é ter em mente que uma vez combinado esse “trabalho” em conjunto (pais e filhos), ele deve ser mantido. A não ser é claro, que a família venha a passar por situações de crise financeira.
  3. Nesse caso, um diálogo franco deve ser feito com os seus filhos. Por exemplo, na falta de dinheiro é possível reduzir a mesada. Porém, se for preciso interromper a uso desta ferramenta educativa, sempre explicar que as necessidades do núcleo familiar mudaram e os pais proverão as despesas básicas dos filhos, certo?
  4. Os valores estabelecidos podem começar a ser oferecidos por semana. Com o tempo, os filhos vão se adaptando (e os pais também) a essa ferramenta. Assim, o valor pode ser dado a cada 15 dias. Finalmente, por mês,.
  5. Outro ponto importante é que os pais devem seguir as regras também. Se a mesada é combinada para todo o mês, mas os pais venham a “furar” o acordo (sem avisar antes e por motivos plausíveis), os filhos perdem a confiança em seus responsáveis. Assim, para crianças, adolescentes e jovens reproduzirem esse comportamento na vida deles é muito fácil…

Outra sugestão que ajuda muito a chegar às regras ou definição de valores é adotar uma tabela de mesada educativa. Veja melhor a seguir!

Como fazer uma tabela de mesada educativa

De acordo com a figura abaixo, determine um valor para o seu filho. Caso você tenha mais de um filho, procure oferecer a mesada educativa igual.

Fonte: divulgação
Fonte: divulgação

No entanto, se eles forem de idades muito diferentes, os valores poderão ser diferenciados. Nesse caso, faça uma tabela para cada um. No entanto, sempre deixando claro a todos os motivos da diferença de quantias, certo?

Assim, as regras podem ser definidas também, na mesma tabela de mesada educativa. Observe que existe uma série de comportamentos que pode impactar na redução do valor total.

Não é preciso definir essas regras. Entretanto, a ideia é bem-vinda. Isso porque são atividades de responsabilidades que podem impactar no somatório do dinheiro extra que os filhos recebem.

Vale ressaltar que conforme a tabela de mesada usada como exemplo acima, não se trata de usar a ferramenta como punição. Apenas pode ser entendida como uma forma dos filhos se organizarem.

É claro, o diálogo sempre é importante. Assim, explique aos filhos os motivos dos “pontinhos” retirados da mesada e como eles funcionarão muito bem em toda a vida deles, certo?

Importante!

Por outro lado, os pais, se puderem e quiserem, podem fazer uma tabela também, para o que não entra na mesada. Ou seja, o que os filhos não precisam adquirir com o dinheiro combinado, certo?

Veja o exemplo a seguir:

Gastos nossos (pais)
Lanche da escola
Materiais para a escola (livros, cadernos, etc)
Medicamentos
Materiais para uso da casa (vassouras, produtos de limpeza, etc)

 

É importante deixar claro tudo aquilo que os seus filhos não precisarão adquirir com a mesada. Caso contrário, crianças e adolescentes podem sentir-se desamparados financeiramente. Assim, isso gerará pressão nos seus filhos e a mesada poderá ser erroneamente confundida com algo bem desagradável.

Dicas extras para a mesada dos seus filhos

Por fim, antes de determinar valores e combinar as regras com os filhos, os pais devem sempre ter em mente:

  • Conforme mencionado, a mesada educativa pode não ser algo rígido. Sempre os pais (junto com os filhos) podem determinar valores diferentes ou até regras diferentes. Sempre, é claro, com antecedência e diálogo.
  • Nunca use a ferramenta como punição em relação à alimentação e gastos essenciais. Estes, devem ser supridos pelos responsáveis.
  • Vale ir, aos poucos, orientando os filhos a poupar a mesada educativa. Incentive-os, por exemplo, a poupar 20% e 40%, até 60% – gradativamente. Poupar mais do que isso também não é uso consciente. A ferramenta não pode estimular os filhos a serem

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